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ODONTOLOGIA HOSPITALAR :: Fraturas na Face

Fraturas na Face

Tratamento das Fraturas dos Ossos da Face

Desde a Idade da Pedra os homens tentavam tratar as fraturas faciais. Há aproximadamente 3.000 anos a.C., no Papiro de Smith, foram relatadas as primeiras informações conhecidas sobre o uso de ataduras feitas de fibras de linho, porém desaconselhava-se qualquer tentativa de tratamento de fraturas expostas de mandíbula. Na Grécia, Hipócrates também se refere ao tratamento da fratura de mandíbula usando bandagens na forma de tiras de couro e de uma pomada para cicatrizar a pele.
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As técnicas foram evoluindo e sendo aperfeiçoadas no decorrer dos séculos até os tempos atuais. Os princípios básicos do tratamento de ossos fraturados pouco se alteraram, consistindo numa redução dos ossos com imobilização durante o período de recuperação e reparo (cicatrização).

A redução e a fixação podem ser executadas de diversas maneiras, dependendo da qualificação do profissional, infra-estrutura e disponibilidade de material cirúrgico. Os métodos conservadores (técnica sem incisão) podem ser utilizados no tratamento de algumas fraturas, embora nas lesões mais extensas e sérias seja recomendável a redução aberta (com incisão) e fixação óssea direta, através de placas e parafusos de titânio, proporcionando maior conforto e melhores resultados aos traumatizados.



Segundo as estatísticas mais recentes, os fatores socioeconômicos acham-se fortemente relacionados à incidência de fraturas faciais e lesões associadas, e uma grande porcentagem delas é causada por agressões interpessoais, nas faixas populacionais mais baixas, e por acidentes nos meios de transporte e recreação, nos hospitais que servem a populações de renda mais elevada.





O álcool encontra-se presente em metade dos acidentes automobilísticos, e cerca de 72,1% das vítimas deles sofrem lesões nas estruturas faciais, envolvendo em sua maioria tecidos moles, porém muitas incluindo fraturas no esqueleto facial.



O impacto de um soco ou a força de colisão de um automóvel ou de um ferimento com arma de fogo produzem diferentes fraturas dos ossos faciais. A má oclusão dos dentes é razão de suspeita de fratura, geralmente dos maxilares. A presença de edema, hematoma e equimose na parte inferior da face pressupõe fratura de mandíbula.

O diagnóstico é feito principalmente com base nas observações clínicas, radiográficas e tomográficas. O estado geral da vítima, bem como sua idade, a extensão das lesões e a disponibilidade dos recursos vão indicar o método de tratamento a ser utilizado. O tratamento de traumas e fraturas faciais geralmente requer ambiente hospitalar e anestesia geral, podendo também ser realizado em algumas situações através de anestesia local e sedação consciente em ambiente de consultório.

A cirurgia compreende diversas técnicas operatórias, etapas e variações, abrangendo os cuidados com a oclusão e a fixação interna do osso com placas e parafusos, e também têm que ser levados em conta os cuidados e complicações no pós-operatório. As condutas para as cirurgias na mandíbula, na maxila, no nariz, no osso zigomático, nas fraturas faciais múltiplas e em fraturas complicadas são decisões tomadas pelo Cirurgião Bucomaxilofacial e por profissionais das áreas afins envolvendo bom senso, experiência e responsabilidade profissional.



Como conseqüência das lesões traumáticas dos ossos faciais, as deformidades residuais prejudicam não só a aparência da vítima como também a função dos respectivos órgãos, que podem ser motivo de grandes perturbações psicológicas, econômicas e sociais.

A prevenção de traumas é de responsabilidade de diversos órgãos públicos, de uma população conscientizada e dos profissionais ligados à área da saúde.

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