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Freios e Bridas

Cirurgia dos Freios e Bridas

O conhecimento da anatomia e fisiologia normal das gengivas, mucosas, glândulas, músculos, lábios e língua são fundamentais para o cirurgião-dentista diagnosticar e identificar as alterações significantes dos tecidos moles da cavidade bucal. Os procedimentos cirúrgicos indicados para tratar essas estruturas da boca têm o objetivo de corrigir as irregularidades e proporcionar adequado funcionamento desses órgãos.

FREIO LINGUAL

A língua é um órgão essencialmente muscular, localizado no assoalho da boca e de enorme importância na vida das pessoas. Participa na fala, mastigação, deglutição e gustação, além de poder sediar diversas alterações patológicas.

Este órgão apresenta uma raiz (base), fixa ao assoalho da cavidade bucal, um corpo livre e um ápice (ponta) que se localiza anteriormente. Na superfície superior (dorso) encontram-se as papilas linguais que conferem o aspecto aveludado característico e relacionam-se com a gustação.

Essa superfície é um local propício para a retenção de restos alimentares e cultura de bactérias, sendo considerado o maior responsável pelo mau hálito. Na superfície inferior (ventre), a mucosa é fina, desprovida de papilas e de cor purpúrea.

O freio lingual é uma prega mediana de mucosa que insere o ventre da língua ao assoalho da boca. Uma inserção anormal do freio lingual dá origem à condição de língua presa, que pode alterar significativamente ou não as funções desse órgão. Caso a inserção consista, além da mucosa, de tecido fibroso denso, fibras do músculo genioglosso e se estenda até a ponta, há indicação de tratamento cirúrgico. Essa situação é denominada de língua presa verdadeira (anquiloglossia), por limitar os movimentos desse órgão.



O tratamento cirúrgico, denominado frenulectomia lingual, é realizado em consultório odontológico, sob anestesia local, geralmente sem qualquer dor e em tempo cirúrgico reduzido. A cirurgia consiste em remover o freio e as inserções musculares presentes, reduzindo a chance de recidiva. Logo no final do procedimento o Cliente já percebe que a língua tem mais mobilidade e está maior. Algumas seções de fisioterapia com profissional da fonoaudilogia irão melhorar a tonicidade desse órgão e corrigir a fala, caso exista alteração.



FREIO LABIAL

O aspecto normal do freio labial no adulto é uma “prega” fina, triangular, de base voltada para cima, inserida na porção mediana da maxila, entre os incisivos centrais e a alguns milímetros acima da coroa clínica. Ele é composto por tecido conjuntivo altamente vascularizado e coberto superficialmente por epitélio. As fibras conjuntivas se dispõem em tramas regulares arranjadas em forma de cordões.

Pela sua estrutura histológica, o freio labial é capaz de adaptar-se a qualquer dos movimentos dos lábios, sem grandes alterações em sua forma. Alguns autores afirmam que as funções do freio, no adulto, limitam-se à moderação da movimentação labial, estabilizando-o de forma a impedir excessiva exposição da mucosa gengival.

O freio labial está sujeito a certas variações em forma, tamanho e posição. Alguns freios são amplos e resistentes; outros são finos e frágeis. Anomalias de posição são observadas quando o freio tem uma inserção que invade o espaço entre os dentes incisivos, persistindo após a completa erupção dos incisivos centrais e laterais permanentes. A persistência desses freios anormalmente posicionados pode acarretar restrição de movimentação de lábio superior, interferir na mímica facial, na fonação e alterar o contorno gengival dos dentes incisivos. Além do exame clínico, um diagnóstico cuidadoso envolve análise radiográfica para avaliar o tecido ósseo de suporte dos dentes incisivos.

O tratamento cirúrgico, denominado frenulectomia labial, é realizado em consultório odontológico, sob anestesia local, geralmente sem qualquer dor e em tempo cirúrgico reduzido. A cirurgia consiste em remover o freio respeitando os limites do lábio e gengivas, desinserindo-o da espinha nasal, reduzindo assim chance de recidiva.





BRIDAS

As bridas são estruturas fibrosas, congênitas ou adquiridas, situadas predominantemente no lado vestibular da cavidade bucal, onde promovem a diminuição do fundo de sulco.

Diferenciam-se dos freios quase que exclusivamente na largura, pois os freios geralmente não têm mais que 1ou 2 mm de largura em sua inserção gengival, enquanto que as bridas podem ter vários mm a 1cm ou às vezes mais. Podem ser congênitas ou adquiridas. As adquiridas são resultantes de intervenções cirúrgicas, acidentes, ou processos infecciosos, não são nada mais que cicatrizes fibrosas ou aderências cicatriciais.

A cirurgia está indicada quando originam perturbações funcionais ou se constituem em inconveniente para as próteses, prejudicando principalmente a sua estabilidade e a sua retenção; ou quando originam também perturbações para a ortodontia.

A técnica cirúrgica deve realizar a desinserção total, isto é, a eliminação de toda a extensão do tecido fibroso, principalmente na sua área de inserção periostal. A confecção de férulas de contenção ou suturas ou mesmo a colocação de cimento cirúrgico devem ser realizadas para impedir que possa ocorrer uma recidiva quando da sua cicatrização e, portanto, é semelhante à técnica cirúrgica proposta para as frenulectomias labiais.



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PROF. DR. VINÍCIUS CANAVARROS PALMA
Doutor, Mestre e Especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial
Professor de Graduação e Pós-Graduação em Cirurgia e Implantodontia

CONSULTAS: (65) 3623-3009 / 3321-8730

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